sábado, 29 de setembro de 2007

Roteiros Turísticos Internacionais - Destinos

A Andaluzia e sua Capital – SEVILHA


A Comunidade Autônoma da Andaluzia é formada por oito províncias que ocupam a parte meridional da Península Ibérica, constituindo a região sul da Espanha. Trata-se de uma região aberta a dois mares, sendo um elo de ligação entre o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo, entre o continente europeu e africano.

A Andaluzia é uma região de incomparável beleza paisagística e diversidade cultural. Suas raízes culturais pré-históricas vêm desde o Estado de Tartessos, passando pelas civilizações dos iberos, dos fenícios, dos gregos, dos cartagineses, bética romana, visigótica, árabe muçulmana para finalmente ser conquistada pelos reis católicos.

Porém, a dominação islâmica que durou quase oito séculos, deixou marcas indestrutíveis à região. Uma inestimável riqueza artística, cultural e histórica frutificou nos séculos seguintes. Hoje testemunhada através dos seus belos edifícios e monumentos mudéjares, góticos, barrocos e renascentistas.

A região foi sempre ponto de encontro entre culturas e etnias, devido à presença dos conquistadores, colonizadores, comerciantes e viajantes que por ali passaram. O reconhecimento pela UNESCO da Mesquita de Córdova, da Alhambra de Granada e da Catedral, Alcázar e da Lonja de Sevilha (Archivo de Índias) com o título de patrimônio da humanidade se deve ao esplendor vivido durante o Califado de Córdova, o Reino de Granada e o Comércio com as Índias, em Sevilha.

Além do seu invejável patrimônio, a região tem belas praias, interessantes pueblos de casas brancas, touradas, tapas (os petiscos espanhóis), vinho Jerez, seu povo, suas festas e suas procissões religiosas.

A capital da Andaluzia é Sevilha, sede da Junta e do Parlamento, quarta maior cidade da Espanha, importante centro agrícola com importante porto, Sevilha é banhada pelo rio Guadalquivir, que significa Rio Grande, maior responsável pelo desenvolvimento econômico, devido ao comércio com a América. Foi exatamente do porto de Sevilha, que Cristóvão Colombo partiu para o Novo Mundo.

A cidade é conhecida como a mais autêntica de toda a Espanha. Terra do flamenco, das touradas, de Don Juan, dos Imperadores Romanos, Trajano e Adriano, do poeta Fernando Herrera, do escultor Juan Martinez Montañes, dos pintores Francisco Zurbarán, Bartolomé Murillo, Diego Velázquez, dos ilustres São Isidro e Santa Ángela de la Cruz e muitos outros.

Sevilha está no coração da Andaluzia. Concentra os maiores ícones da cultura espanhola, tais como as roupas sevilhanas, as touradas, os barzitos, as tabernas, as tapas e as cañas, as imagens de santos nas ruas, a simpatia de todos e o uso da palavra Olé, que se espalha num labirinto de becos e de vielas pintados de brancos, que reproduzem mais de dois mil anos de história de ciganos, mouros e cristãos.

É uma cidade, vibrante, ensolarada, cintilante e muito viva. Repleta de palmeiras com uma ampla e variada oferta de alojamentos, de transportes, de restaurantes, bares e de atrações.

Sevilha caracteriza-se por um monumental patrimônio artístico, de inconfundível beleza e importância histórica. A gastronomia sevilhana é rica e variada, reflexo de toda sua história. Desfrutar da sua oferta cultural, da suas festas e tradições é uma experiência inesquecível.

A Giralda é o símbolo máximo representativo de Sevilha, por sua história, beleza e fusão harmônica de estilos. Foi o antigo minarete do templo muçulmano. Tem 93 m de altura e é a melhor vista da cidade tendo sido um dia a torre mais alta do mundo. Já a Catedral é uma obra gótica de grandes dimensões, sendo considerada a terceira maior do mundo.

O Palácio Real de Alcázar é o mais antigo palácio real habitado da Europa. Seus jardins impressionam e mostram as influências de diferentes estilos lhe conferindo um grande valor histórico.

A Plaza de España de estilo regionalista é a própria Espanha, com seus 48 bancos representando as províncias espanholas, decorados com azulejos, que mostram os acontecimentos históricos, o brasão e o mapa da província. Há um riacho com quatro pontes que representam os quatro reinos que formavam a coroa espanhola.

A Torre del Oro foi originalmente umas das torres que integrava a muralha de Sevilha. Está localizada às margens do rio Guadalquivir e hoje é sede do Museu Naval.

O Real Maestranza de Caballeria é a praça de touros mais antiga da Espanha, onde ocorrem os festejos taurinos mais importantes da Espanha e do mundo.

O Archivo General de Índias, antigo armazém de comerciantes, guarda toda documentação do descobrimento da América.

Fazer um cruzeiro pelo rio Guadalquivir, conhecer suas magníficas e diferentes pontes, de diferentes estilos e época é um maravilhoso passeio fluvial. O rio é o verdadeiro testemunho de como Sevilha nasceu, cresceu e firmou-se no cenário mundial.

Vale a pena fazer um passeio de charrete, partindo de suas praças e descobrir os encantos desta linda cidade, através de seus bairros típicos: Santa Cruz - o antigo bairro Judeu e o Arenal. Passear a noite na cidade é pura contemplação. Sua iluminação é de muito bom gosto, um espetáculo à parte, e um convite a La Movida, afinal Sevilha é também a capital das tapas.

Sevilha é uma cidade fortemente turística, principalmente depois da Exposição Ibero-Americana de 1929 e da Exposição Universal de 1992. Esses eventos proporcionaram a recuperação de muitos de seus monumentos que foram atingidos durante a invasão francesa e revoluções, como também, a construção de novos edifícios, parques, praças, vias de acesso, de comunicação e de transporte.

O turismo é a principal fonte de receita da região. Em 2006, Sevilha recebeu mais de 2.700.000 visitantes. A atividade turística em Sevilha é coordenada e monitorada pelo Consórcio de Turismo de Sevilha. Os serviços turísticos são avaliados periodicamente através de um programa de qualidade e recebem um selo de Compromisso de Qualidade Turística.

Enfim, visitar Sevilha é abrir o leque, pegar as castanholas, tomar uma sangria, comer umas tapas, bater palmas e gritar Olé... E como já dizia o poeta e diplomata pernambucano João Cabral de Melo Neto, quando cônsul na Espanha, na década de 50: “Há que sevilhizar a vida e há que sevilhizar o mundo”.

Marcelo Oliveira

Para saber mais sobre a Andaluzia e Sevilha acesse os sites:

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Roteiros Turísticos Internacionais - Destinos

COLÔNIA DO SACRAMENTO – URUGUAI (*)


Colônia do Sacramento é uma pequena cidade localizada na margem norte do Rio da Prata, pertencente à República Oriental do Uruguai. Lugar pitoresco, de arquitetura colonial perfeitamente conservado, onde caminhar nas suas ruelas de pedras é voltar ao passado. A cidade é aconchegante e colorida, onde a arte e o bom gosto estão presentes continuamente.

Cidade de colonização portuguesa em território espanhol dista aproximadamente 180 km de Montevidéu e 50km de Buenos Aires. Constitui-se numa relíquia histórica as margens do Rio da Prata. Declarada Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1995.

Colônia do Santíssimo Sacramento foi fundada em 1860, por D. Manuel de Lobo, governador do Rio de Janeiro, sob as ordens do Reino de Portugal, pela sua posição estratégica e pela rota de comércio. Por conseguinte, virou palco de lutas fronteiriças com o Reino de Espanha, tornando-se área de permanente conflito geopolítico do Rio da Prata. Tanto a nível bélico como diplomático, a cidade trocou de dono inúmeras vezes, inclusive chegou a ser anexada ao Brasil com o nome de Província Cisplatina. A partir daí as lutas aconteceram entre brasileiros e argentinos, que mais adiante reconheceram a independência do Uruguai. Finalmente Colônia do Sacramento passou a fazer parte da República Oriental do Uruguai.

Colônia do Sacramento fundada sobre a península de São Gabriel, foi protegida por muralhas e várias fortalezas guardiãs, dentre elas a de São Pedro, São Miguel, do Carmo, Santo Antônio e de Santa Rita. Hoje é a capital do Departamento de Colônia com uma população superior a vinte e dois mil habitantes.

A estrutura da cidade e o seu traçado são de origem portuguesa contrastando com as cidades de origem espanhola. Tais circunstâncias dotaram Colônia do Sacramento de estilos arquitetônicos distintos e bem peculiares, resultado da fusão e misturas de estilos, ora portugueses, ora espanhóis, a que a cidade se submeteu durante o século XVII.

Colônia do Sacramento é um presente para quem a visita. Hoje é uma das cidades turísticas mais visitadas do Uruguai. Ela foi preparada carinhosamente para os visitantes, pois mantém sua graça antiga. Para vivenciar o passado colonial da cidade, basta caminhar pelo bairro histórico, pelas suas ruas estreitas de pedras, com antigos lampiões, casas de pedras com telhados de barros e decoradas com azulejos lusitanos.

Turisticamente trata-se de uma cidade segura com boa infra-estrutura de transporte, comunicação, hospedagem e gastronomia. Para conhecer seus atrativos, suas riquezas patrimoniais são apenas 12 hectares de pura história e deslumbramento.

Seu rico passado, de mais de 300 anos de história começa com a “Puerta de Campo” – um arco em pedra que faz adentrar ao “Casco Viejo” para caminhar pelas ruas e praças e conhecer sua riqueza cultural. Seus museus que estão em torno da “Plaza de Armas” são verdadeiros tesouros: português, espanhol, municipal entre outros.

Seu imponente Farol às margens do Rio da Prata ainda desfila elegante. Vale a pena uma visita às ruínas do Convento de São Francisco e à Igreja Matriz, a mais antiga do Uruguai. Outra interessante visita é conhecer a Casa do Almirante Guillermo Brown, um espaço onde se encontram documentos, moedas, armas e móveis da época. Tem também uma rica coleção da flora e fauna local.

Uma visita ao “Bastion Del Carmen” é muito importante, pois se tem uma vista privilegiada do estuário do Rio da Prata. Na margem oposta o “Puerto de Yates”, oferece uma excelente visão dos barcos e da península.

Conhecer Colônia do Sacramento significa caminhar, essa é a melhor maneira de conhecer a cidade. E quem sabe poder suspirar como antigamente, exatamente na “Calle de los Suspiros”, uma estreita rua de pedra com lampiões, onde estão as casas mais antigas e singulares. Assim você entenderá como funciona este Parque Histórico Nacional chamado Colônia Del Sacramento.

Marcelo Oliveira

(*) Artigo publicado no JC-ONLINE, no dia 31.07.2007

Para saber mais sobre Colônia Del Sacramento visite os sites: http://www.colonianet.com/paseos.htm
http://www.guiacolonia.com.uy/

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

TURISMO CULTURAL

O museu de esculturas – Parque Vigeland


No cenário da Escandinávia, na Noruega, precisamente em Oslo, sua capital, encontra-se uma extraordinária criação humana concebida pelo escultor norueguês Gustav Vigeland (1869-1943), o parque de 32 hectares, que hoje tem seu nome. No começo era apenas um anexo do Parque Frogner.

A Noruega ainda é um país pouco conhecido dos brasileiros, talvez pela sua própria posição geográfica ou mesmo pelos preços praticados, que são muito altos. A cidade de Oslo tem o título de uma das mais caras do mundo, perdendo apenas para Tóquio, no Japão.

O Reino da Noruega é um território estreito, comprido e muito recortado. A grandiosidade de seus cenários, formados pelos extremos contrastes de suas paisagens, mistura lagos, montanhas, ilhas, florestas, baías, golfos, geleiras e os espetaculares fiordes que concebem uma identidade própria à esta terra dos vikings.

O país possui uma riqueza cultural expressiva, historicamente colonizada pelos Vikings, de Monarquia Parlamentarista, com altíssimos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Não faz parte da União Européia, sendo o país mais rico entre os países escandinavos e nórdicos.

A Noruega é conhecida como a terra dos fiordes e principalmente pelos enormes contrastes, pois no verão o país é conhecido como a terra do Sol da Meia-Noite e, no inverno, pela Aurora Boreal. Estes fenômenos atraem turistas de todo as partes do mundo.

Oslo, sua capital, tem uma posição privilegiada, localizada no sudoeste do país. Com quase 700 mil habitantes foi fundada por Harald Hardrade e chamava-se até 1925 de Cristiania.
Oslo é voltada para o mar, à beira de uma imensa baía, dentro do fiorde de Oslo (Oslofjorden). É uma cidade moderna, de estilo neoclássico, bem planejada, vibrante, repleta de galerias, museus, edifícios históricos, parques e uma impressionante vida cultural.

A efervescência do turismo chega com o verão, de maio a setembro, juntamente com a população que dá vida à cidade. Dotada de excelente infra-estrutura básica, de hospitalidade, de transporte, de comunicação, de equipamentos turísticos, aliadas as atrações da cidade, que agrega valores para uma visita.

Nela, encontra-se uma atração que é responsável por mais de um milhão de visitantes por ano, o Parque Vigeland, que constitui uma celebração à vida. São 850 metros de muita arte e dedicação de um artista, que ao longo de mais de vinte anos concebeu este seu projeto ao povo norueguês. É, sem dúvida, um precioso sítio cultural que deve ser preservado para futuras gerações.

São mais de 200 esculturas em bronze, ferro e granito. O conjunto de esculturas representa os distintos ciclos da vida, de forma humana e tamanho natural, todos nus, decoram um largo passeio central. Todas as esculturas são de grandes proporções, apresentam grande expressividade e dramatismo.

É impossível não se encantar com o parque que virou cartão postal da cidade, um verdadeiro museu a céu aberto.

O Parque Vigeland conta hoje com 214 esculturas e 758 figuras, jardins, lagos e imensas alamedas e prados.

Dentro do parque encontra-se o museu Vigeland, com todos os desenhos e modelos originais das esculturas do parque e das obras de Vigeland que estão espalhadas pela cidade. O parque foi sua morada e também sua oficina de trabalho até a sua morte.

As obras esculpidas em pedra (granito) e moldadas em ferro e bronze são de um realismo impressionante, por vezes denominada de “condição humana”.

O parque tem um forte atrativo turístico, planejado cuidadosamente para ser um espaço de lazer e cultura. As esculturas estão distribuídas em 5 conjuntos bem definidos. São eles: a Porta Principal, a Ponte, a Fonte, o Monólito e a Roda da Vida.

O nascimento, a vida e a morte são mostrados de forma nua, onde crianças, jovens, adultos e idosos são retratadas de forma a instigar as mais singelas situações do cotidiano, transformando a nudez em poesia.

Porém, uma escultura chama a atenção de todos. É o Monólito, de 17m de altura e 121 figuras humanas entrelaçadas que descrevem a história da humanidade. No final do parque a escultura a Roda da Vida representa a eterna renovação da vida.

Portanto, o Parque Vigeland é passeio obrigatório para quem visita a cidade, não só para conhecer as obras do artista Gustav Vigeland, como também, o cotidiano do povo norueguês.

O Parque traduz uma sinergia entre o poder da natureza e a criação humana, evidenciando que a arte é uma importante ferramenta estratégica no planejamento turístico.
Marcelo Oliveira.


Para saber mais sobre o Parque de Esculturas e museu Vigeland em Oslo acesse o site: http://www.museumsnett.no/vigelandmuseet/eindex.htm

terça-feira, 21 de agosto de 2007

TURISMO EM DEBATE

Turismo Rural e Inclusão Social no estado de Pernambuco


O Turismo Rural em Pernambuco é ainda uma atividade incipiente, que poderá induzir o crescimento em áreas particularmente carentes, contribuindo para a inclusão social de comunidades, nas quais a atividade agropecuária ou mesmo do ciclo da cana-de-açúcar, no caso os engenhos, possam fomentar essa atividade.

Em Pernambuco, existem projetos de implantação dessa atividade, principalmente, nas áreas rurais onde a atividade canavieira em declínio provocou o aumento do desemprego no campo, ou mesmo a sustentabilidade do conjunto, proporcionando uma alternativa de lazer e descanso, que, bem planejada, poderá mudar a fisionomia da comunidade do campo.

Sabemos que o “Turismo Rural são todas as atividades turísticas endógenas desenvolvidas no meio natural e humano”. Essa concepção é bastante abrangente, pois existem muitos pontos comuns com outras atividades no mesmo espaço... Podemos citar, como exemplo, turismo aventura, turismo ecológico, turismo esportivo, turismo cultural etc.

O importante é que a atividade do Turismo Rural em Pernambuco funcione como agente promotor da: preservação e a recuperação ambiental, desempenhando, portanto, uma função estratégica; da manutenção das atividades agropecuárias ou canavieiras, com função de manutenção do homem no campo e a incrementação de receita para o espaço rural, além da função de melhoria da qualidade de vida da família rural.

Por ser ainda uma atividade emergente, precisa-se de uma conscientização capaz de promover o equilíbrio entre o gestor e sua capacidade de adequação, a sustentabilidade ambiental e o próprio mercado, como diagnóstico de sua viabilidade econômica.

A ampliação do Turismo Rural em Pernambuco deve obedecer aos princípios básicos fundamentais para o desenvolvimento das atividades turísticas no espaço rural, como sendo: Identidade, Autenticidade, Harmonia, Raízes e Costumes e Atendimento Familiar.

Portanto, através de uma política governamental voltada para o social, a atividade turística rural poderá ser outro elemento de geração de renda, de empregos, de valorização do homem do campo. A sua ampliação traduzirá em novos horizontes e novas perspectivas de crescimento e desenvolvimento do nosso estado.
Marcelo Oliveira

terça-feira, 31 de julho de 2007

Roteiro Turístico Internacional - Destinos

“Welcome to fabulous Las Vegas” (*)


Ir a Las Vegas é como fossemos a vários lugares do mundo, pois em sua Strip, Boulevard Las Vegas, estamos diante de Paris, de Veneza, de Roma, do Cairo, do Marrocos, de New York e muito mais; é viajar na viagem.

O que não falta a Las Vegas é diversão, tem para todos os gostos. A cidade surpreende, tem brilho e nunca fecha. É fantástica como destino turístico, seus arredores merecem uma visita desde os parques naturais até o artificial – o Mead Lake – formado pelo represamento do rio Colorado, gerando energia, vida, riqueza e sustentabilidade ao desenvolvimento das cidades de Nevada, já que fica em área de deserto.

Tudo em Las Vegas é exagerado, deslumbrante e grandioso. Essa é sua marca registrada. Os hotéis são verdadeiros espetáculos, de cores, luzes, luxo e beleza.

A cidade é palco de mega-empreendimentos; tudo é feito em proporções exorbitantes e a cada momento se transforma no sonho dos muitos viajantes.

Hoje, Las Vegas está bem diferente de décadas atrás. A imagem de cidade pecado foi transformada em cidade luxo, isso porque a malícia deu lugar ao prazer, consolidando-se como destino turístico de famílias, onde o jogo é apenas um elemento de atração, como são os espetáculos de luzes, de mágicas, de acrobacias, de danças, de músicas, de teatros, de circos, de eventos, enfim os hotéis e parques temáticos proporcionam diversão para toda a família.

A cidade atualmente recebe mais de 30 milhões de turistas por ano, movimenta mais de 8 bilhões de dólares e continua a crescer. Para se ter uma idéia, dos 13 maiores hotéis do mundo, 12 estão em Las Vegas. O MGM Grand atualmente é o maior hotel do mundo com mais de 5000 quartos. São mais de 225 hotéis.

Pensar que se está em um deserto é verdade, mas saiba que Las Vegas é a metrópole do ar-condicionado. A noite se transforma em dia, animada por todo tipo de emoção, seja ela causada pelas máquinas caça níqueis, pelos shows, pelos casamentos-relâmpagos e outras coisas mais.

Em relação a casamento, Las Vegas, têm mais de 25 capelas. Os hotéis possuem seus próprios salões de recepção, capelas, etc. Casamento e divórcio ocorrem como num passe de mágica. Tudo acontece como um sonho! Surgem às roupas, carros, fotos, champanhes; o enlace acontece em grande estilo. Muitos famosos casaram-se lá.

Mas, afinal como Las Vegas transformou-se em um mega destino turístico? O seu nome é devido à vegetação gramínea e rasteira, chamada em espanhol, de “Vegas”. A cidade nasceu no meio do deserto, no sudoeste do estado de Nevada, quase na divisa com a Califórnia e o Arizona, precisamente em 15 de maio de 1905, por ter sido uma parada de viagem de trem entre Salt Lake City e Los Angeles.

Las Vegas foi por muitos anos uma cidade ferroviária, e o primeiro grande impulso aconteceu nos anos 30 com a construção da represa Hoover, sobre o rio Colorado. Nessa mesma década o jogo foi legalizado e o divórcio teve seu tempo reduzido.

Já na década seguinte a cidade experimenta um grande crescimento em função do jogo, da droga, da prostituição que permeava como diversão e por que não dizer atração, fazendo crescer a população da cidade, e em função disso ganhou o título de capital do pecado. Nesse período surge a Las Vegas Strip com a construção do Hotel Flamingo, em 1946, através de Benjamin “Bugsy” Siegel.

A máfia que se escondia na nova Las Vegas perdurou até o final dos anos 60. Nas décadas seguintes foram feitos grandes investimentos na cidade através dos milionários Howard Hughes, Kirk Kerkorian, Steve Wynn e outros, mudando significativamente o perfil da cidade. Uma mega renovação aconteceu e um fantástico parque de diversões surgiu, real ou não, a cidade do entretenimento virou sonho de americanos e turistas do mundo inteiro.

Mesmo depois do atentado de 11 de setembro de 2001, com a demissão de mais de 30 mil trabalhadores, em função da queda do turismo, Las Vegas recuperou-se e hoje permanece sem dormir. Seus hotéis temáticos com seus centros comerciais, centro de convenções, teatros, shows, cassinos, restaurantes e muito mais continuam a atrair milhões de turistas.

A cidade tem pouco mais de 101 anos, é uma cidade jovem, onde tudo funciona as mil maravilhas, como num conto de fadas e turisticamente forte pelos seus múltiplos atrativos e excelência na prestação de serviços. Lá, os turistas hospedam-se e comem bem, e divertem-se muito, às vezes sem mesmo sair do hotel.

Las Vegas é símbolo de eficiência e qualidade em turismo, referência em planejamento turístico sustentável (ecológico e socialmente correto). Em Macau, na China, uma nova Las Vegas está surgindo, como também Parques da Disney, que são exemplos de empreendimentos turísticos que traduzem políticas públicas de sucesso, onde existe uma conjugação de interesses de conselhos de turismo, companhias aéreas, hotéis cassinos, executivos e governo, estimulando o crescimento e a livre iniciativa.

Portanto, turistas, sejam bem-vindos a fabulosa Las Vegas. Reservem pelos menos 5 dias para conhecê-la, e lembrem-se vocês estão na capital do entretenimento e no maior parque de diversões para adultos do mundo.

Marcelo Oliveira

(*) Artigo publicado no JC Online, no dia 12/06/2007.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

TURISMO EM DEBATE

Ampliação do Turismo em Pernambuco


O turismo, em Pernambuco, como fator de desenvolvimento sócio-econômico não tem acontecido nessas últimas décadas do século XX e começo do século XXI, apesar de sua vocação, quer pelas riquezas naturais, quer pelas riquezas culturais.

Por falta de uma política adequada ao seu crescimento e sustentabilidade, o turismo em Pernambuco carece de infra-estrutura, equipamentos turísticos e acima de tudo de capacitação, pois o que vemos é um total desinteresse das autoridades e daqueles que formam a trade turística de nosso estado.

A falta de foco, a não-descentralização, o interesse individual sobre o coletivo, a falta de investimentos e diversos outros fatores têm contribuído para apatia do setor, que carece de incentivos.

A visão que temos e pelo comportamento dos órgãos que fazem o turismo em Pernambuco, é que sua capacidade de gerenciamento é limitada, seja por falta de investimentos, seja por falta de pessoal habilitado ou, até mesmo, de compromisso social, o estado vem perdendo sua posição na região.

A ampliação do turismo em Pernambuco é uma questão política, pois todos conhecem o potencial que isso representaria em termos de geração de renda, capacitação de mão-de-obra, de geração de empregos, melhoria da infra-estrutura básica, contribuindo fortemente para melhoria da qualidade de vida do povo pernambucano.

Em Pernambuco, a atividade turística não pode ficar restrita ao turismo de eventos, que, normalmente, é um turismo sazonal. Outros tipos de turismo devem ser incentivados, através de uma política de divulgação capaz de atrair visitantes e movimentar a economia local. É verdade que temos um litoral privilegiado, mas o turismo deve atingir o estado como um todo, já que temos atrativos peculiares a cada região do estado, proporcionando, assim, uma melhor distribuição de renda.

Portanto, faz-se necessário um melhor direcionamento na política de crescimento e desenvolvimento do turismo em nosso estado, pois a ampliação desta atividade proporcionaria à inclusão social, o fortalecimento econômico e o desenvolvimento sociocultural.

Marcelo Oliveira

terça-feira, 19 de junho de 2007

O Coliseu de Roma - Itália

O COLISEU – Uma das sete novas maravilhas do mundo! (*)

O Coliseu de Roma está na lista de monumentos mais belos e espetaculares do planeta. Como sabemos, apenas as Pirâmides de Gizé, no Egito, continuam de pé, da lista das sete maravilhas do mundo antigo, criada por Philon de Bizâncio.

Em função disso foi criada uma fundação, a New 7 Wonder, para eleger as novas sete maravilhas do mundo contemporâneo, que acontecerá no dia 07 de julho de 2007, em Lisboa, onde serão oficialmente declaradas pela Company Endemol.

A novidade da lista, não é o Coliseu, mas sim, que você pode participar pela Internet da eleição, votando, através do site http://www.n7w.com/.

A globalização ampliou e difundiu os destinos turísticos no mundo, diferente das do mundo antigo, onde todos os monumentos estavam próximos do mar mediterrâneo, destinados praticamente ao povo grego.

O Coliseu é considerado o orgulho de Roma, a mais popular das suas atrações, o mais notável, o mais procurado pelos visitantes, o majestoso, um dos maiores prodígios da civilização romana, entendida no sentido augusto e universal.

Este fabuloso e grande anfiteatro, cujos restos imponentes nos permitem admirar seu antigo esplendor, foi iniciado por Vespasiano no ano 72 d.C. e terminado no governo de Tito, seu filho, no ano de 80 d.C. As festas de inauguração duraram cem dias e segundo Dión Cassio mataram-se 9.000 feras. Já a última manifestação da qual se tem notícia, ocorreu em 523, quando o rei Godo Teodorico consentiu a caça aos animais.

Em sua construção foram utilizados os prisioneiros hebreus. Seu verdadeiro nome é Anfiteatro Flávio, comumente foi chamado de Coliseu, talvez pela proximidade do Colosso de Nero.

O Coliseu é hoje o testemunho do impressionante avanço da tecnologia de construção daquela época. Ele consta de 4 pisos, é de forma elíptica, mede em seu diâmetro maior 187 metros e no menor 155 metros. Possui lances de arquibancadas para 55 mil pessoas. No exterior tinha três ordens de arcos sustentados, respectivamente, por colunas dóricas, jônicas e coríntias. Os oitenta arcos das galerias que circundam o Coliseu aparecem hoje sem mármores e sem as estátuas, os muros eram de 50 metros de altura, que funcionava como muralha incomunicável.

Usado na Antigüidade, para combates mortais, os espetáculos preferidos pelos romanos eram os jogos de circo (ludi circensens), jogos que segundo todas as suposições, foram inventados afim de exercitar e alimentar neles o espírito guerreiro que os fazia donos do mundo.

O lazer costumava ser proporcionado por lutas, ora entre homens, ora entre animais, ora entre homens e animais e até entre embarcações, pois a arena do Coliseu podia ser inundada. Todos os espetáculos eram oferecidos gratuitamente ao público pelo Imperador.

Infelizmente, séculos de abandono e saques transformaram em um esqueleto arquitetônico, sem pisos, assentos, mármores, esculturas, porém sem nunca perder seu esplendor, pois continua sendo ícone de Roma e símbolo de Júbilo e sofrimento.

Finalmente podemos dizer que não há página da história de Roma que não esteja ligada ao Coliseu, convertendo-se no símbolo e vida da cidade. Por isso, já no século VIII, o venerável Beda cantava: “Enquanto existir o Coliseu, existirá Roma, quando cair o Coliseu, cairá também Roma; e quando cair Roma , cairá também o mundo”.
Marcelo Oliveira

(*) Artigo publicado no JC-ONLINE, no dia 04.05.2007.